Classificação geográfica
Esta classificação procura agrupar as religiões com base em critérios geográficos, como a concentração numa determinada região ou o facto de certas religiões terem nascido na mesma região do mundo. As categorias mais empregues são as seguintes:
Religiões do Médio Oriente: judaísmo, cristianismo, islão, zoroastrismo, fé bahá'í;
Religiões do Extremo Oriente: confucionismo, taoísmo, budismo mahayana e xintoísmo;
Religiões da Índia: hinduísmo, jainismo, budismo e siquismo;
Religiões africanas: religiões dos povos tribais da África Negra;
Religiões da Oceania: religiões dos povos das ilhas do Pacífico, da Austrália e da Nova Zelândia;
Religiões da Antiga Grécia e Roma.
Esta classificação não se refere à forma como tais religiões estão distribuídas hoje pela Terra, mas às regiões onde elas surgiram. Fundamenta-se no fato de que as religiões paridas em regiões próximas mantém também proximidades em relação aos seus credos, por exemplo: as religiões nascidas no Oriente Médio em geral são monoteístas e submetem seus crédulos a forte regime de proibições e obrigações, sempre se utilizando de ameaças pós-mortem como a do inferno cristão. Já as religiões nascidas no Oriente Distante são ou politeístas ou espiritualistas (não pregam a existência de nenhum deus, mas acreditam em forças espirituais) e são mais flexíveis quanto suas normas morais.
A distribuição atual das religiões não corresponde às suas origens, já que algumas perderam força em suas regiões nativas e ganharam participação em outras partes do planeta, um exemplo básico é o cristianismo, que é minoritário no Oriente Médio (onde surgiu) e majoritário em todo o Ocidente e na Oceania (para onde migrou). Há ainda o caso das religiões greco-romanas que dominaram a Europa por séculos mas hoje são religiões mortas, provavelmente sem nenhum seguidor vivo em todo o planeta.
As grandes Religiões são 5: Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo e Hinduísmo.
É curioso notar que, apesar de distintas, muito distintas em determinadas características, não deixam de ter algumas simetrias. Cada uma à sua maneira, ao seu estilo, no seu caminho, porém, com um objectivo final comum: Deus, no respectivo nome. Eis a riqueza e simbiose do ecumenismo, da inter religiosidade.
Das 5 Religiões referidas apenas o Hinduísmo é politeísta, apesar de considerarem haver o Deus universal que está acima do panteão da tríade de divindades. Os princípios do Cristianismo já todos nós conhecemos e vamos aprofundando, todavia, os princípios das outras Religiões também têm algo de verdade e que não choca nem interfere conosco. Penso, por exemplo, no praticar a caridade e na peregrinação (fundamental no Islamismo); na vida para além da morte, que acreditamos ser a verdadeira vida, a vida eterna, que premeia os justos e retém os que se vangloriam de ser pecadores (essencial no Judaísmo, alicerce da nossa génese cristã); e no atingimento da plenitude, por evasão da pessoa, através da sabedoria, provocando um estado total de paz e ausência de sofrimento (peculiar no Budismo).
Estas Religiões tiveram, naturalmente, diferentes fundadores, situando-se as suas datas antes da Era Cristã, salvo o Islamismo, surgido no séc. VI d. C.. Quanto ao Hinduísmo desconhece-se um pouco a sua fundação, visto ter vários fundadores. No entanto, pelo que se sabe, pode prever-se para 1.000 a. C., altura em que apareceu o Rigveda, o 1º dos seus 4 textos sagrados (Vedas), em sânscrito arcaico. No que toca às suas cidades sagradas, interessante é verificar que o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo têm um denominador comum: Jerusalém.
Efectivamente, os textos sagrados de cada uma das Religiões são o fio condutor e a linha orientadora principal, em que assentam toda a estrutura de cada uma das 5 Religiões. As grandes diferenças a nível dos Templos, incide na existência ou não de imagens/ícones (no Hinduísmo é fulcral, contudo, no Judaísmo e no Budismo não se admitem) e certos objectos litúrgicos, assim como a simbologia, seja de elementos naturais ou não (o Budismo, como o Cristianismo têm vários símbolos, assim como relicários). A própria forma dos templos são distintos. Por exemplo, no Cristianismo são, geralmente, cruciformes, enquanto que no Hinduísmo, o Yantra mais simples é um círculo inscrito num quadrado, sendo este inscrito num rectângulo.
Relativamente aos símbolos, cada um representa algo marcante na História de cada uma das Religiões: a Cruz, sinal do amor insondável de Jesus que morreu por nós; o Hilal, radica na realeza árabe e no calendário lunar, que governa a vida religiosa islâmica; a Estrela de David, emblema do rei David, escolhido por Deus para terminar as guerras e unir as 12 tribos de Israel; a Roda da Lei, símbolo dos ensinamentos de Buda, que pôs em movimento a roda do dharma (= verdade); e a Om, que representa o início, meio e fim de todas as coisas.
Que estas proximidades nos unam sempre nos valores universais de Paz, Bem e Verdade.
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