
A Corte Suprema Israelí toma partido dos Judeus Messiânicos
A Corte Suprema Israelí toma partido dos Judeus Messiânicos
Por Erin Roach 21 de Abril, 2008 JERUSALÉM ¬
A Corte Suprema de Israel decidiu que os judeus messiânicos têm os mesmos diretos ao que se refere à cidadania automática como judeus que não crêem em Jesus como Messias. O caso foi apresentado por 12 solicitantes que tiveram negada a cidadania principalmente por serem judeus que crêem no Messias. A maioria deles tinha recebido cartas nas quais diziam que não se podia conceder a cidadania porque 'tinham participado em atividade missionária, ' segundo um e-mail que Calev Myers, fundador e principal conselheiro do Instituto de Justiça de Jerusalém, tinha feito circular. Um empregado do Ministério do Interior ao que parece, havia dito a um dos solicitantes que por estar participando em uma atividade missionária, estava agindo contra os interesses do Estado de Israel e do povo judeu.
A Suprema Corte de Israel encerrou uma batalha de dois anos e meio de duração em 16 de Abril, determinando que os messiânicos deviam receber o mesmo trato sob a lei de retorno israelí, segundo a qual qualquer que nasce sendo judeu pode imigrar de qualquer parte do mundo para Israel e deve-se conceder automaticamente a cidadania. 'Esta é outra batalha ganha em nossa guerra por estabelecer a igualdade em Israel para a comunidade judia messiânica que é igual a qualquer outra linha legítima da fé dentro do mundo judeu, ' escreveu Myers. Jim Sibley, um catedrático da Faculdade de Criswell em Dallas e antes missionário em Israel, disse a Imprensa Batista que os crentes judeus se viam excluídos da lei de retorno por determinações anteriores dos tribunais, incluindo um na década de 80 declarando que se um judeu cresse em Jesus como Messias não era considerado judeu. O tradicional judaísmo rabínico ensina que o judaísmo é determinado através da linha sanguínea materna, explicou Sibley. Entretanto, desde o ponto de vista bíblico a linha que se segue é a linha sanguínea paterna.
'Aparentemente pelo menos uma das 12 pessoas as quais foi negada a cidadania tinha mãe gentia e pai judeu, ' disse Sibley, diretor do Instituto Pasche de Estudos Judaicos em Criswell. 'Inclusive em uma situação assim, geralmente basta com que a pessoa lhe conceda a cidadania. Tudo o que isto consegue [a decisão dos tribunais] é basicamente afirmar que as mesmas normas que se aplica à qualquer outra pessoa judia se aplica às que crêem em Jesus. '
Com esta decisão, disse Sibley, os judeus messiânicos podem pretender conseguir a cidadania em Israel sem descriminação religiosa. 'É uma determinação de uma tremenda importância porque ao que parece, fora isto, a Corte ordenou ao Ministério Israelí do Interior que deixasse de perseguir os crentes judeus, ' disse Sibley. 'Alguns dos setores da sociedade que são muito ortodoxos haviam adotado posições no Ministério do Interior e se aproveitaram delas para impedir a cidadania dos crentes, negando-lhes vistos e de forma geral perseguindo não só os judeus que crêem em Jesus, mas também os trabalhadores cristãos em Israel.'
A decisão da Suprema Corte deveria aliviar uma parte da pressão que alguns dos judeus crentes e trabalhadores cristãos estrangeiros em Israel têm sentido, disse Sibley, acrescentando que 'não podia evitar acreditar' que a decisão tem a ver com um ataque terrorista à comunidade messiânica em Março. Neste incidente, Ami Ortíz de 15 anos de idade, cujos pais são destacados dirigentes da congregação messiânica em Ariel, abriu uma bomba que tinha aspecto de ser um presente, que foi entregue em sua casa. Devido a isto sofreu extensos danos em seu corpo, mas espera-se que se recupere depois de estar pelo menos um ano submetido a tratamento. Ainda uma investigação policial está levando à cabo, os judeus ortodoxos anti-missionários estão entre os que originalmente se consideraram como responsáveis pelo crime.
Sibley disse que os judeus ortodoxos deveriam voltar a considerar a impressão que têm dos crentes messiânicos e deixar de persegui-los. 'Tendo em conta a enorme quantidade de judeus que simplesmente estão se afastando de sua identidade judaica e sendo assimilados pelo secularismo e casando-se com pessoas que não são judias, os israelíes não tem motivo para temer os judeus messiânicos, ' disse Sibley. 'Como eles mesmos deveriam saber, os judeus que crêem em Jesus não só afirmam sua personalidade judaica, mas também persistem nela e mais, os que são cidadãos de Israel são patriotas, que servem ao exército e pagam seus impostos.'
ASSIM FOI PUBLICADO POR “JERUSALEM POST”
Fonte da tradução para o português: Yeshua Chai.
Em inglês:
http://www.bpnews.net/printerfriendly.asp?ID=27874
http://www.baptistpress.org/bpnews.asp?id=27874
domingo, 3 de janeiro de 2010
JUDEUS MESSIÂNICOS GANHAM DIREITO DE CIDADANIA
A Profecia de Daniel: 7:25
Proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e as leis. Eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo (Daniel 7:25).
1) PROFERIRA PALAVRAS CONTRA O ALTISSIMO
Marcion deixou sua cidade natal em 138 d.c , com destino a Roma, onde tornou-se um influente Mestre Cristão, pois dominava perfeitamente a arte do convencimento ... Marcião negou, por exemplo, a interpretação cristã do Antigo Testamento, a Bíblia da Igreja Antiga. O Javé dos judeus, dizia ele, é um Deus imperfeito. A criação de Javé não é uma bênção, mas uma sem-vergonhice! Pois é uma asneira criar o ser humano para depois lançá-lo à perdição com a queda e, finalmente, levá-lo à salvação....Marcião considerou, ainda, o ato de gerar uma grande indecência de Deus. Referindo-se à localização da vagina, afirmou: Nascemos entre as fezes e a urina? (interfaeces et urinam nascimur).
2) DESTRUIRA OS SANTOS DO ALTISSIMO
Em uma época em que o poder religioso confundia-se com o poder real, o Papa Gregório IX, em 20 de abril de 1233 editou duas bulas que marcam o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que perseguiu, torturou e matou vários de seus inimigos, ou quem ela entendesse como inimigo, acusando-os de hereges, por vários séculos.
Fonte: Clique aqui
3) CUIDARA EM MUDAR OS TEMPOS E A LEI
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. (Exodo 20: 8.)
Guarda o dia de sábado para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus. (Deuteronômio 5:12)
O TERCEIRO MANDAMENTO: (segundo o catolicismo)
SANTIFICAR OS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
452. Porque motivo, para os cristãos, o Sábado é substituído pelo Domingo?
Porque o Domingo é o dia da ressurreição de Cristo. Como «primeiro dia da semana» (Mc 16,2) ele evoca a primeira criação; como «oitavo dia», que segue o Sábado, significa a nova criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Tornou-se assim para os cristãos o primeiro de todos os dias e de todas as festas: o dia do Senhor, no qual Ele, com a sua Páscoa, leva à realização a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus.
Não somente o mandamento referente ao sábado foi adulterado, mas também o mandamento referênte a proibição do culto `as imagens foi torcido, vejamos qual desculpa eles usaram:
446. Ao dizer: «não farás para ti qualquer imagem esculpida» (Ex 20,3) proíbe-se o culto das imagens?
No Antigo Testamento, este mandamento proíbe representar o Deus absolutamente transcendente. Porém, a partir da Encarnação do Filho de Deus, o culto cristão das imagens sagradas é justificado(como afirma o segundo Concílio de Niceia, de 787), porque se funda no Mistério do Filho de Deus feito homem, no qual Deus transcendente se torna visível. Não se trata duma adoração da imagem, mas de uma veneração de quem nela é representado: Cristo, a Virgem, os Anjos e os Santos.
Site do Vaticano, acesse aqui. Porocure a Segunda Secção: Os Dez Mandamentos e comprove.
Para acreditarmos que Yeshua (Jesus) ressuscitou no "domingo" os lideres catolicos, que traduziram os evangelhos e cartas dos apostolos, precisaram dar uma maozinha torcendo alguns textos, vejamos as contradições:
Na madrugada do primeiro dia da semana, sendo ainda escuro, Maria Madalena foi ao sepulcro, e viu que a pedra fora revolvida da entrada (Joao 20:1).
Muito cedo, no primeiro dia da semana, logo depois do nascer do sol, foram ao sepulcro. (Marcos 16:2)
Devemos lembrar que o raiar do dia até hoje (em Israel) se dá ainda no crepúsculo quando o sol está se pondo e não após a 24° hora. Isso é um dogma criado pelo romanismo ao tentar adaptar os fatos biblicos no calendario que criaram baseados em suas doutrinas pagãs e idolatras. Vejamos quais argumentos utilizaram para continuarem a observar o domingo do calendario solar (gregoriano):
“Iahweh é sol”(Sl 88(83),12). Daí, Jesus é sol. Nosso Sol! Resumindo: a Bíblia deixa claro que Cristo não só quis, por antecipação, através de profecias, ser reconhecido como SOL; mas também, como vimos apresentou-se com feição solar (cf. Mt 17,6; Ap 1,6). Além, é claro, de fazer, pela providência divina, com que a sua ressurreição coincidisse com o dia em que muitos pagãos tinham com dia associado ao astro-rei. [Lembremos que as populações oriundas do paganismo, é que, maciçamente iria aceitar a Boa Nova, enquanto o povo judeu, em massa, iria rejeitá-la. Daí Jesus ter dito: “Por isso vos afirmo que o Reino de Deus vos será tirado e confiado a um povo que produza seus frutos” (Mt 21,43). “Vos enciumarei de um povo que não é povo” (Rm 10,19).] De fato, como o “sol nascente” (Is 60,3) viria a este mundo era, pois, por deveras, pedagógico que seu ressurgir, isto é, a sua ressurreição fosse assinalada similarmente pelo nascimento do sol físico: porquanto, quando o astro-rei surge no horizonte, parece levantar-se da terra; como Cristo que se levantou de sua sepultura. Não por menos, ainda, está escrito que Yeshua (Jesus)
Fonte: http://torahweb.forumbrasil.net/Profecia-de-Daniel-h18.htm
ENCONTRADAS AS DEZ TRIBOS PERDIDAS
Por Asher Intrater
O reino de Israel atingiu seu auge na época de Davi e Salomão, aproximadamente 1000 anos antes do tempo de Yeshua. Durante o reino do filho de Salomão, Roboão, as dez tribos do norte de Israel se separaram de Judá e Benjamim. Desse modo, o reino foi dividido em tribos do norte em Israel e tribos do sul em Judá.
Esta divisão tornou-se o objeto da esperança messiânica de serem reunificadas pelo futuro Messias (Ezequiel 37:12). Há também um sentido simbólico de que as tribos do norte representem a igreja internacional, enquanto as tribos de Judá representem o povo judeu e a nação de Israel. Todavia, esses dois pontos de vista são proféticos e simbólicos, não históricos ou genealógicos.
As tribos de Israel ao norte foram levadas ao exílio pelos assírios no século oitavo AC, e as tribos de Judá ao sul foram levados ao exílio durante o século sexto. A Bíblia registra que, após o exílio, Judá voltou para a terra de Israel durante o século quinto AC.
Uma vez que não há uma descrição maior da restauração das tribos do norte, muita especulação e curiosidade têm surgido no decorrer dos anos com relação à pergunta: “Onde estão as dez tribos perdidas?”
Uma tendência interessante, contudo perigosa, é que muitos grupos de seitas cristãs alegam ser descendentes das dez tribos do norte. Isso abrange desde grupos do Japão aos nativos americanos. Existem alguns elementos no Mormonismo e nas Testemunhas de Jeová que fazem reivindicação semelhante. Isso já chegou a afetar até mesmo partes do movimento Sionista Cristão.
A verdade é que não existem dez tribos perdidas. Na ocasião da divisão do reino e dos exílios, uma determinada porcentagem de cada uma das tribos do norte desceu e fixou residência na área de Judá. Depois desse tempo, o nome Judá ou Judeus referia-se não apenas à tribo específica de Judá, mas também à tribo de Benjamim, os Levitas e o remanescente de todas as tribos do norte.
Não existem dez tribos perdidas. Todas as tribos de Israel estão incluídas no que hoje chamamos o povo judeu. Existem sete evidências bíblicas básicas que provam essa posição.
O RESTO DE ISRAEL EM JUDÁ (II CRÔNICAS)
O livro de II Crônicas registra diversas vezes que os membros das tribos do norte imigraram para Judá depois da divisão do reino. Isso ocorreu logo depois do momento da divisão.
II Crônicas 10:16-17 diz: “Então, Israel se foi às suas tendas. QUANTO AOS FILHOS DE ISRAEL, PORÉM, QUE HABITAVAM NAS CIDADES DE JUDÁ, sobre eles reinou Roboão.”
Não poderia ser explicado mais claramente que existiam membros das tribos israelenses vivendo no território de Judá. II Crônicas 11:3 declara que Roboão era o rei não apenas de Judá, mas de TODO o Israel em Judá e Benjamim. II Crônicas 11:16-17 afirma que os membros de TODAS as tribos de Israel que eram leais a D-us desceram a Jerusalém e fortaleceram o reino de Judá.
II Crônicas 15:9 nos conta que durante o reavivamento do Rei Asa existiam “muitos de Israel” que vieram para Judá. II Crônicas 24:5 fala dos membros reunidos de todas as tribos de Israel. II Crônicas 30:21 e 25 fala dos filhos das tribos israelenses que vieram para Judá durante o tempo do Rei Ezequias. II Crônicas 31:6 fala novamente dos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá.
II Crônicas 30:10 faia dos membros das tribos de Efraim, Manassés, Zehulom e Aser vindo para Jerusalém. II Crônicas 30:18 também menciona a tribo de Isacar. II Crônicas 34:6 acrescenta a isso membros de uma lista dc tribos de Simeão e Naftali. II Crônicas 34:9 afirma claramente que existiam membros de ‘TODO O RESTO DE ISRAEL”, que estavam vivendo em Jerusalém depois do período de exílio assírio. II Crônicas 35:3 menciona novamente que existiam membros de “todo o Israel” que faziam parte de Judá.
EXÍLIO RESTAURADO (ESDRAS E NEEMIAS)
Depois do exílio babilônico, a nação de Israel foi restaurada sob a liderança de Esdras e Neemias. Nesses livros encontram-se vastos registros. O fato de que existiam cuidadosos registros genealógicos prova que não apenas eram os israelitas do norte parte da restauração, mas também que mantinham registros de suas famílias e sabiam a que tribo pertenciam.
Esdras 2:2 começa com os registros do “numero dos homens do povo de ISRAEL”. Esse mesmo capítulo 2 de Esdras declara que o povo tinha registros genealógicos específicos não apenas com relação à qual das tribos do norte eles pertenciam, mas também a que família pertenciam: “provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel.”
Aqueles que possuíam registros, mas não estavam perfeitamente documentados, eram desqualificados e tinham de esperar por uma verificação sobrenatural por Urim e Tumim (se eles aparecessem). Isso prova o quanto meticulosos e bem documentados eram os registros de famílias em sua maioria (Esdras 2:62-63). Esdras 2:70 fala novamente de “todo” Israel que habitava em Judá depois da restauração de Esdras e Neemias.
Esdras 6:16 e 21 fala especificamente dos “filhos de Israel que tinham voltado do exílio”. Esdras 7:7, 9:1, 10:1 e 10:25 fala do problema que os israelitas tiveram com os casamentos com povos de outras terras.
Neemias 7:7-73 repete a genealogia das tribos israelitas que foi registrada em Esdras 2. Neemias 9:2, 11:3 e 11:20 fala do “restante de Israel em todas as cidades de Judá”. Neemias 13:3 fala de separação dos gentios, de forma a não haver confusão nos registros genealógicos de Israel.
O TESTEMUNHO DE ANA (LUCAS 2)
Em Lucas 2:36 a profetisa Ana é relacionada como proveniente da tribo de Aser, uma das tribos mais ao norte e menos povoada de Israel. Em outras palavras, temos uma declaração clara no Novo Testamento de que as pessoas que eram consideradas judias no tempo de Yeshua incluíam pessoas das dez tribos do norte de Israel, e que elas possuíam documentação genealógica com respeito a quais tribos pertenciam.
Como poderia a tribo de Aser, por exemplo, estar perdida” 700 anos antes de Yeshua, se Ana conhecia sua descendência de Aser durante a época do Novo Testamento?
YESHUA E OS APÓSTOLOS
(EVANGELHOS E ATOS)
Yeshua ministrou por toda a terra de Israel. Levou em conta o povo judeu desse lugar. Em todos os seus discursos, pressupõe-se que Ele estava falando a todos os descendentes de Israel. Yeshua nunca mencionou a possibilidade de haver algum outro grupo ou alguma tribo perdida de Israel circulando em alguma parte.
Na pregação aos judeus do primeiro século, Yeshua disse que Ele foi chamado para “procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 10:6).
Da mesma forma, os apóstolos se dirigiram às multidões de judeus no primeiro século, presumindo que eram todos descendentes de Israel. Em Atos 2:22 Pedro se volta para os “judeus” que viviam em Jerusalém e se refere a eles como “varões israelitas”. Pedro conclui seu sermão dirigindo-se à multidão como “toda a casa de Israel” (Atos 2:36). Em outras palavras, aos olhos de Pedro, o povo judeu no primeiro século incluía todas as tribos de Israel. Pedro manteve essa forma de abordar as pessoas, como “toda a casa de Israel”, em seus outros discursos (Atos 3:12, 4:8,4:10,4:27,5:21,5:31,5:35, 10:36).
Paulo também se dirigiu aos judeus do primeiro século como “varões israelitas”. Continuou a se referir aos judeus como israelitas em todas suas mensagens (Atos 13:23-24, Atos 21:28, Atos 28:20).
Os doze discípulos eram vistos como futuros líderes para “se assentarem nas doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28).
AS DOZE TRIBOS DE TIAGO
A carta de Tiago é endereçada às “doze tribos que se encontram na Dispersão” Tiago 1:1.
Ele não está se referindo a algumas tribos perdidas, mas ao público de judeus dispersos que acreditavam em Yeshua no primeiro século. O mesmo argumento é verdadeiro, conforme observamos a carta aos Hebreus. o grupo aqui chamado “Hebreus” não era alguma tribo de japoneses ou nativos americanos, pelo contrário, tratava-se do povo judeu do primeiro século.
O REMANESCENTE DE ISRAEL (ROMANOS 9-11)
Este argumento possui importância específica quando observamos as promessas de restauração do remanescente de Israel, referido no livro de Romanos, Capítulo 9 a 11. Aqui Paulo expressa sua oração para que os filhos de Israel sejam salvos (Romanos 9:14, 10:1-4). Esse remanescente a ser restaurado é o remanescente bíblico de Israel que cumpre as profecias. Eles são as mesmas pessoas que rejeitaram Yeshua no primeiro século. Não foi alguma tribo perdida que O rejeitou, porém os judeus que viviam em Israel naquela ocasião. Paulo declara que D-us não rejeitou o povo de Israel (Romanos 11:1). Há um remanescente de Israel pela graça (Romanos 11:5). “O que Israel não conseguiu, a eleição o alcançou.” (Romanos 11:7). A transgressão de Israel significou a salvação das nações dos gentios (Romanos 11:11). Seu restabelecimento será a ressurreição dentre os mortos (Romanos 11:12, 15).
O texto inteiro de Romanos 9-11 apenas faz sentido se estiver falando a respeito do povo que conhecemos hoje como o povo judeu. Se alguém pensar que está se referindo aos Mórmons, ou Testemunhas de Jeová, ou aos Sionistas Cristãos, ou a algum outro grupo de povo nativo, o significado todo da passagem estará perdido. Esse ponto de vista irá destruir as promessas de D-us para Israel, o propósito do evangelismo em Israel, e o significado da reconciliação entre Israel e a igreja no final dos tempos.
VISÃO DOS CULTOS
Não é uma coincidência que tantos cultos chegaram à conclusão de que eles sejam de uma das dez tribos “perdidas” de Israel. Esse ponto de vista está confundindo seus membros e está incorreto de acordo com as Escrituras. Essa teologia é perigosa e enganosa à medida que tentamos compreender as profecias da restauração de Israel, que levam à segunda vinda do Messias Yeshua.
www.tikkunministries.org
Fonte: http://www.beitmashiach.org/dez_tribos.php
NOSSO TRÁGICO ENGANO
Escrito por Rachmiel Frydland
Traduzido por Ruth Julieta Pereira da Silva
Os anais da História estão repletos de fatos e estórias de tragédias que aconteceram como conseqüência de engano de identidade. Nas Escrituras Hebraicas estas tragédias começaram com a estória de Lameque, que conta para suas esposas sobre um acontecimento trágico, dizendo: "Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou" (Gênesis 4:23).
De acordo com as interpretações tradicionais, Lameque foi caçar e em vez de matar o animal, ele matou, sem querer, seu próprio filho. Que trágico engano de identidade! Então, temos a estória de José, que foi acusado injustamente pela esposa de Potifar e sofreu encarceramento durante muitos anos.
Uma tradição judaica, registrada no Targum aramaico, no livro de Ester, conta-nos que por muitos anos Salomão foi destronado como rei em Jerusalém e um demônio chamado Ashmadai reinava disfarçado no lugar de Salomão, enquanto o verdadeiro rei ia de cidade em cidade clamando nas palavras de Eclesiastes 1:12: "Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém". Igualmente, há uma estória popular do príncipe e do mendigo, que temporariamente disfarçado com as roupas do príncipe, foi príncipe enquanto o verdadeiro príncipe tornou-se um mendigo.
Uma estória mais recente conta que Fritz Kreisler, o violinista, estava em Hamburgo uma noite, com uma hora vaga para gastar antes de tomar o navio para Londres, onde ele teria de tocar na noite seguinte. Então, ele foi até uma loja de instrumentos musicais. O proprietário pediu para ver o violino que ele carregava sob o braço e então desapareceu por um momento e voltou com dois policiais. Um deles colocou sua mão no ombro de Kreisler e disse: "Você está preso!" "Por quê?" perguntou o Sr. Kreisler. "Você está com o violino de Fritz Kreisler". "Bem, eu sou Fritz Kreisler". "Vamos, vamos!" disse o policial "Você não pode pull that on us. Vamos para a delegacia". O Sr. Kreisler se livrou de ser preso ao encontrar um disco com sua música na loja e pediu para lhe dar seu violino de volta e então ele tocou aquela mesma música.
Há muitos incidentes sérios, com tais enganos de identidade, na história do nosso povo. Um deles, especialmente, foi quando Israel pediu para Arão fazer o bezerro de ouro e identificá-lo com o D-us de Israel, dizendo: "São estes, ó Israel, os teus deuses, (ou literalmente "Este é seu D-us"), que te tiraram da terra do Egito". Quinhentos anos se passaram e uma outra enorme tragédia aconteceu ao nosso povo quando o atraente, física e mentalmente, Absalão, persuadiu o povo de Israel a segui-lo e a rejeitar seu pai, o rei Davi. Novamente centenas do nosso povo pereceu por causa deste engano. A estória completa está registrada nas Escrituras Hebraicas em 2 Samuel capítulos 17 e 18.
O ENGANO SOBRE A IDENTIDADE DO MESSIAS
Será que a maior parte do nosso povo poderia também cometer um engano ao identificar o Messias? Certamente temos cometido erros a este respeito.
A estória de Simão Bar Kosiba, que alegava ser o Messias em 135 d.C., é muito conhecida. Durante muito tempo tínhamos só um conhecimento fragmentado dele, baseado numas poucas moedas e algumas referências sobre ele no Talmud. Uma vez que ele também era conhecido como Bar Kochba, alguns estudantes de História pensaram que este fosse o seu verdadeiro sobrenome, o qual mais tarde foi mudado para Bar Kosiba, quando os líderes judeus se convenceram de que ele não era o Messias (a palavra Kosiba pode estar relacionada à raiz hebraica de koseb ou kozev, que significa mentira, mentir ou mentiroso). No entanto, com os novos achados arqueológicos em Israel, incluindo uma quantia de cartas que Simon Bar Kosiba escreveu a vários comandantes, sabemos com certeza que seu verdadeiro nome era Simão Bar Kosiba - Simão da cidade ou município de Kosiba. Os líderes de Israel, no entanto, ficaram tão impressionados com suas vitórias temporárias sobre os romanos e com suas perseguições a aqueles judeus que criam em Jesus de Nazaré, que até mesmo a maior autoridade rabínica daquele tempo, Rabi Akiba, referiu-se às Escrituras de Números 24:17 a ele, onde as profecias de Balaão dizem: "Uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete".
A palavra hebraica para estrela é Kochab; conseqüentemente, os líderes judeus começaram a se referir a este homem como Simão, a Estrela - Shimeon Bar Kochba. Quão amarga foi a decepção deles a respeito deste homem a quem tanto admiraram até mesmo quando ele se vangloriou ao dizer que não precisava da ajuda de D-us e que tudo o que ele queria de D-us era que Ele não ajudasse seus inimigos! Somente depois de sua completa derrota que nossos líderes judeus se deram conta de que o seu verdadeiro sobrenome, Bar Kosiba, deveria ter sido um aviso para eles e seus olhos teriam sido abertos para a falsidade de suas alegações. Talvez o Senhor Jesus o tivesse em mente quando advertiu Seus discípulos dizendo: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis" (João 5:43).
SERÁ QUE PODEMOS NOS ENGANAR NOVAMENTE?
Sim, podemos estar enganados novamente, especialmente se preferirmos seguir a visão humana sobre o Messias em vez da visão revelada de D-us em Sua Palavra. A maioria dos exegetas judeus ortodoxos segue a visão de Maimonides, o grande filósofo do século XIII. A visão dele é de que os sinais do Messias são que Ele irá lutar as batalhas de Israel e ser vitorioso e irá forçar os judeus a guardarem a Torah (Lei Mosaica) assim como foi interpretado pelos rabinos (Halacha). Neste caso, qualquer dos líderes militares israelitas bem sucedido poderia alegar ser o Messias, sendo religioso.
Mas, não estaremos enganados se aceitarmos o pleno ensinamento da Palavra de D-us e procurarmos pelos sinais do Messias. Eles são claros com relação à identidade do Messias. O Messias deve cumprir a figura que os profetas desenharam dEle. Vamos alistar apenas alguns exemplos:
O Messias deverá ter um nascimento sobrenatural como está registrado em Isaías 7:14:
Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel (D-us conosco).
O Messias deverá nascer em Belém como foi profetizado por Miquéias em 5:2:
E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
O Messias deverá realizar obras sobrenaturais como previsto em Isaías 35:5-6:
Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo.
O Messias deverá morrer como expiação pelo pecado como foi descrito em Isaías 53:5-8:
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
As mãos e os pés do Messias deverão ser perfurados como foi profetizado no Salmo 22:16:
Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassarem-me as mãos e os pés.
O Messias também deverá ser ressuscitado dentre os mortos como predito pelo rei Davi que disse:
Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente (Salmo 16:10-11).
O Messias deverá vir antes que o Segundo Templo seja destruído por Tito. O arcanjo Gabriel esclareceu isto a Daniel quando revelou a ele o que aconteceria depois que o Messias viesse. Então falou a Daniel:
Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário (9:26).
Os comentaristas que seguem a exegese de Rashi, onde a palavra hebraica Moshiach (Messias) se refere ao rei Agripa, que morreu antes de Tito conquistar e destruir o templo, confirmam que esta profecia deveria ser cumprida antes de 70 d.C. Mas não poderia ser o rei Agripa! O arcanjo Gabriel, com certeza, não o nomearia com o título de Messias. Ele nem mesmo era da semente de Davi, mas um descendente dos odiados Antipátride e Herodes, um rei devasso que fazia tudo que podia para agradar aos romanos.
De acordo com as Escrituras, o Messias ganhará a obediência de grande proporção de não judeus. Portanto, o patriarca Jacó predisse que:
O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Silo; e a ele obedecerão os povos (gentios) (Gênesis 49:10).
Ele deverá ser uma Luz para os gentios conforme Isaías 49:5-6:
Mas agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó... a ele... Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.
Israel aceitará o Messias, "Aquele que foi traspassado":
E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele que traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito (Zacarias 12:10).
A SOLUÇÃO DE SUA IDENTIDADE
Estas são apenas algumas das marcas de identificação do Messias descritas pelos profetas e pelos patriarcas. Não deve haver agora mais nenhuma dúvida em sua mente de que estas profecias foram totalmente cumpridas em Jesus de Nazaré. No decurso dos últimos dezenove séculos, centenas de milhares do nosso povo chegaram a crer em Sua messianidade por causa destas e outras provas. Milhões de gentios abandonaram seus ídolos de madeira e pedra e suas filosofias feitas pelo homem e confiaram no D-us de Israel, nosso próprio Messias judeu, e creram em nossas Escrituras judaicas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
Com certeza, este é o momento para nós clamarmos juntos com Seus primeiros seguidores judeus, dizendo: "ACHAMOS AQUELE DE QUEM MOISÉS ESCREVEU NA LEI, E A QUEM SE REFERIRAM OS PROFETAS: JESUS, O NAZARENO, FILHO DE JOSÉ" (João 1:45).
Fonte: http://www.beitmashiach.org/trgico_engano.php
UM PEQUENO RESUMO DE “O ERRO EFRAIMITA”
Uma tese de posicionamento publicada pela Aliança dos Judeus Messiânicos da América em conjunto com a União das Congregações Judaico-Messiânicas.
Autores:
Kay Silberling, Ph.D., Editor
Daniel Juster, Th.D.
David Sedaca, M.A.
Introdução
Um movimento alternadamente conhecido como “Efraimita”, “Restauração de Israel”, “Israel - Duas Alianças” ou “Duas Casas” recentemente tem progredido em algumas áreas entre ardentes cristãos sionistas. Os proponentes deste movimento argumentam que os membros “nascidos de novo” do segmento da igreja cristã são, de fato, os atuais descendentes sangüíneos dos ancestrais israelitas que foram exilados quando da invasão assíria de Israel em 722 a.C.
Entre os principais porta-vozes do movimento estão Batya Wootten e Marshall, a.k.a. Moshe Koniuchowsky.
ANÁLISE
Método Lógico e Exegético
Batya Wootten e Moshe Koniuchowsky edificaram sua teologia da igreja, como o Israel físico, em uma tipológica e gramaticalmente suspeita leitura das histórias bíblicas dos patriarcas e da queda do Reino do Norte de Israel 722 a.C.
Uma Multidão de Nações
Começando com os patriarcas, Wootten argumenta que a promessa de Jacó a Efraim em Gênesis 48:19 predisse a transformação de Efraim/Israel em gentios. Wootten alega que toda vez que a palavra hebraica goy, é empregada, é uma referência a um gentio ou a uma nação gentia.
Isto está incorreto. Na Bíblia hebraica e nos escritos dos apóstolos, enquanto a palavra goy (Português: povo, nação; Grego: ethnos) pode se referir a uma nação gentia, ela pode facilmente se referir à nação de Israel. O termo é usado para se referir a Israel ou ao povo judeu em Êxodo 19:6; Dt 32:28 cf. 32:45; Josué 10:12-13; Is 1:4; 26:2; Jr 31:36, Sf 2:9. Observe especialmente Jr 31:36: “Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência [lit. “semente”] de Israel de ser uma nação (goy) diante de mim para sempre.” Nos Escritos Apostólicos gregos, a palavra ethnos refere-se ao povo judeu em Lc 7:5; 23:2; Jo 11:48-52; 18:35; At 10:22; 24:2,10,17; 26:4; 28:19; 1 Co 10:18; Fp 3:5. Portanto, o primeiro argumento, que goy ou goyim sempre é traduzido como gentio ou gentios está obviamente incorreto.
Por causa deste erro, Wootten e Koniuchowsky argumentam que todas as bênçãos prometidas aos descendentes físicos de Abraão e José são, na verdade, bênçãos prometidas aos gentios. Mas, porque esta premissa está errada (de que goy sempre significa gentio), a conclusão também está errada.
Pó da Terra
Outro grande pilar deste ensinamento é que o Israel social e histórico, como é tradicionalmente distingüido, possivelmente não pode cumprir as promessas de multiplicidade física que seja igual a “areia do mar”, “o pó da terra” ou as “estrelas do céu”. Uma leitura tão super-literalista destas frases, a qual rege o senso da interpretação deles, ignora o registro escriturístico. Pois 2 Cr 1:9 diz claramente que o povo sobre o qual o rei Salomão reinava [Israel] era “um povo numeroso como o pó da terra”. Is 10:22 também refere-se ao povo de Israel sendo “como a areia do mar” em número. Reconhecer as hipérboles na Bíblia não significa “espiritualizar” as promessas como Wootten e Koniuchowsky argumentam. É uma questão de estar instruído sobre as convenções retóricas usadas pelos escritores bíblicos.
Universos Paralelos
O fundamental para as alegações de Wootten e Koniuchowsky é uma visão suspeita da história. Wootten argumenta que as tribos israelitas do norte, que foram levadas cativas pela Assíria em 722 a.C. foram “nunca mais... chamadas judias [itálico dela]”. Para ela, o exílio do Reino do Norte transformou automaticamente aquele povo em gentio.
Wootten e Koniuchowsky esperam estabelecer que os súditos do ex-Reino do Norte não poderiam possivelmente ser chamados de judeus, após o período pós-exílico em diante. Se forem bem sucedidos, então eles esperam responder a questão de como D-us pôde permitir que 10 das 12 tribos do povo de D-us fossem aniquiladas. A resposta óbvia para isto é que D-us não pode permitir tal coisa! Então eles esperam demonstrar que estas “tribos perdidas” são de fato cristãos – que elas não estão totalmente perdidas, mas têm esperado por este movimento profético final para revelar sua verdadeira natureza. Como Wootten afirma: “D-us permitiu que elas ficassem perdidas entre as nações. Ele permitiu que elas se tornassem – Israel gentílico [itálico dela].”
Wootten tenta fazer uma forte distinção entre o Judá pós-exílico e Israel citando Jeremias quando diz: “a casa de Israel e a casa de Judá” (Jr 11:10). Baseada nesta citação, ela alega que as duas “casas” eram distintas. Na verdade, enquanto há casos reais nos quais Efraim e Judá são referidos separadamente, as Escrituras comumente usam os termos “Efraim” e “Judá”, ou “Israel” e “Judá”, juntos, empregando os dois termos como um paralelismo – uma maneira poética de falar sinonimamente dos dois grupos. Portanto, quando o salmista diz: “D-us é conhecido em Judá; Seu nome é grande em Israel”, a intenção não é diferenciar Israel e Judá, mas igualá-los.
“Todo Israel”
Apesar dos argumentos deles, a Bíblia nos conta que muitos dos súditos do Reino do Norte reuniram-se ao Reino do Sul ambos antes e depois de seus povos serem exilados. Com base nisto, as Escrituras fazem a declaração de que os judeus hoje representam “todo Israel”. O termo, “Israel Gentílico”, usado por Wootten, é um oxymoron (paradoxismo?) em termos do mundo bíblico de idéias.
Jeremias 30:10 dirige-se aos judeus exilados (cf. Jr 29:1, 30-31) e chama-os de “Jacó” e “Israel”. Jeremias 31:17-20 relata que Efraim se arrependeu (tempo passado) e descreve Efraim lamentando-se pelos seus próprios atos. Esdras 2:70 fala sobre o retorno dos exilados “...habitaram nas suas cidades; como também todo o Israel”. Zacarias dirigiu-se aos mesmos medos-persas que retornaram como “Ó casa de Judá e ó casa de Israel” (8:13; cf. 8:15) e os distingüiu do povo das nações (Zc 8:23). Portanto, não é correto argumentar que as referências ao Judá pós-exílico são unicamente a Judá e não se aplicam a Israel.
Aqueles que retornaram do exílio referem-se a eles mesmos tanto como judeus e como o povo de Israel porque eles firmaram o reino teocrático de D-us centralizado em Jerusalém, a capital dos ex-reinos do Israel unido e, mais tarde, Judá (Yehudah).
Portanto a frase “o povo judeu” tornou-se o título para todos de Israel. O termo judeu abarcou todos aqueles que foram levados cativos no tempo do exílio na Babilônia, tanto ex-israelitas e judaítas, “o remanescente de Israel” (Jr 31:7. Cf. Jr 50:33; Ne 12:47; Dn 9:11; Lm 2:5). No tempo em que o livro de Ester foi escrito, o termo judeu, derivado de Judá, poderia referir-se a alguém da tribo de Benjamim (Et 2:5). No livro apócrifo grego de Tobias 11:17, numa clara referência aos exílios assírios, declara: “Daquele dia em diante houve regozijo entre todos os judeus que se encontravam em Nínive”. Esta designação tornou-se tão difundida que durante o período helenístico, o termo judeu identificava todos aqueles que fizeram parte das ex-tribos que se encontravam na diáspora e aqueles que afirmavam um determinado sistema religioso. O argumento de Wootten, de que os israelitas do norte nunca “foram chamados de judeus” é falso.
Israel na Era Apostólica
Os Escritos Apostólicos refletem o uso helenístico. Em Atos, Pedro refere-se aos membros da sua platéia judaica como “toda a casa de Israel” (At 2:36; cf. 4:10; 5:21; 10:36; 21:28). Em Atos 13:24, João proclama seu batismo de arrependimento “a todo o povo de Israel”. Sua platéia era consistida de judeus. Em Atos 26:7, Paulo refere-se à esperança de “nossas doze tribos” com nenhuma referência a Efraim. Lucas 2:36 menciona Ana como sendo da tribo de Aser. Paulo declara-se, ele mesmo, como membro da tribo de Benjamim (Rm 11:1; Fp 3:5). No entanto, alguns membros de tribos não-judaicas ainda mantêm uma memória de suas filiações tribais originais. Yeshua declara que seus discípulos irão sentar-se nos doze tronos julgando as doze tribos de Israel (Mt 19:28; Lc 22:30). A função deles aqui é de representantes de todas as doze tribos.
Na verdade, os Escritos Apostólicos não fazem qualquer menção ao ajuntamento dos efraimitas perdidos. Pelo contrário, eles retratam a inclusão de gentios como um novum, um movimento inesperado na história da redenção, chegando até a presente era final da redenção de D-us.
Em Romanos 11:7-14, Paulo declara que a salvação veio aos gentios para deixar Israel com ciúmes. Se os crentes gentios são Israel, então como pode Israel deixar Israel com ciúmes? Observe que enquanto Paulo faz uma clara distinção por todos os seus escritos entre gentios e judeus, ele refere-se a Israel e ao povo judeu alternadamente.
A mensagem efraimita enfraquece o grande poder das declarações dos Escritos Apostólicos. Ela tenta mudar a mensagem de esperança e conforto para todos os povos desconsiderando sua herança, desconsiderando sua posição na vida, transformando-a em racista e num plano de salvação baseado na raça, para aqueles com as linhagens sanguíneas apropriadas.
Quem é Israel?
Wootten e Koniuchowsky dão uma evidência contraditória sobre como todos os crentes cristãos, através da história, poderiam ser fisicamente descendentes de Israel. Outras vezes eles admitem que possa realmente existir “talvez alguns gentios verdadeiros” entre os crentes. Ou eles denominam os seguidores crentes de Yeshua “uma outra facção do judaísmo”, sem nenhuma explicação de como eles possam ser uma facção do judaísmo e não judeus!
Mais adiante Wootten confunde as coisas declarando que os gentios se tornaram efraimitas só no momento quando eles se tornaram “enxertados” na oliveira de Israel e não antes disso. Desta forma nós vemos rústicas contradições no esforço de explicar como não-judeus cristãos hoje podem ser descendentes naturais de antepassados israelitas.
E a genealogia? Será estatisticamente possível que cada um, na terra, seja descendente de um homem? Só se ninguém além de Abraão tivesse tido descendentes que sobreviveram – fazendo Abraão o “novo Adão”. Intuitivamente reconhecendo a falha neste argumento, Wootten desesperadamente tenta outro ângulo, argumentando que os seguidores de Yeshua, hoje, embora considerados gentios, são na verdade, descendentes físicos daqueles primitivos crentes judeus e samaritanos. Assim, os descendentes de judeus, que não são efraimitas, de acordo com a própria definição de Wootten, têm, de alguma forma, se tornado efraimita. Isto não é só inerentemente contraditório como é estatística e historicamente insustentável. Finalmente, como poderemos ver, Wootten e Koniuchowsky alegam que estes descendentes são encontrados principalmente no Oeste. Contudo, se alguém seguir esta lógica, se algum cristão hoje puder alegar ser descendente físico dos primitivos seguidores judeus de Yeshua, deveriam ser cristãos descendentes dos norte-africanos, sírios e palestinos, todos povos não-brancos. No entanto, veremos que Wootten e Koniuchowsky enfocam suas esperanças principalmente no povo branco, reservando somente ameaças de aniquilação para os palestinos e outros desta região.
Finalmente, Wootten e Koniuchowsky protestam repetidamente que seus argumentos à herança israelita são físicos e não espirituais. No entanto, as bases para seus argumentos são muitas vezes totalmente subjetivas – quando “você sabe em seu conhecedor”, como argumenta Wootten. Ela não pode ter os dois ao mesmo tempo. Ou é físico ou é espiritual. Wootten faz ambas controvérsias, mas finalmente ela rejeita o ângulo espiritual e baseia seus argumentos em alegações com bases físicas e raciais.
Esta pseudo-genealogia que Wootten e Koniuchowsky criaram é uma genealogia desesperada e planejada – uma que existe se você “a conhece” em seu coração. Isto difere drasticamente dos grupos de parentesco do Israel sócio-histórico, o qual tem repartido memórias públicas que são sustentadas por uma rica história de literatura, arqueologia e evidência epigráfica.
Paralelos do Anglo-Israelismo e Teoria Racial
De onde vieram estas idéias de Wootten e Koniuchowsky? As fontes que eles dão são poucas. Koniuchowsky cita Yair Davidy como uma fonte principal, mas atribui a ele poucas citações específicas. Nem ele, nem Wootten, faz qualquer menção de suas fontes ou da dependência de Davidy de uma outra fonte provável, os escritos produzidos durante e depois do movimento do século XVIII chamado Anglo-Israelismo ou Israelismo Britânico. E é por uma boa razão que estas fontes não são mencionadas tanto quanto são populares em alguns grupos anti-semitas americanos pelas suas reivindicações raciais e pró-brancos em ser Israel. Wootten e Koniuchowsky fazem as mesmas reivindicações raciais e pró-brancos.
Alistarei vários paralelos que vão contra seus argumentos. Ambos os grupos (Anglo-Israelitas e Efraimitas) construíram suas teorias na mitológica estória das dez “tribos perdidas” do Reino do Norte. Ambos os grupos puseram uma grande confiança em etimologias suspeitas e elaboradas de palavras inglesas baseadas no hebraico. Ambos os grupos reivindicam um status superior de “primogênitura” supondo ser descendentes de Efraim. Ambos compartilham uma hostilidade inata contra o Catolicismo Romano e o Judaísmo. Ambos proclamam que o ensinamento que eles propõem é um “mistério” revelado somente através de seus professores. Ambos argumentam que as tribos perdidas migraram para áreas onde eles eventualmente se tornaram conhecidos como Saxões. Ambos os grupos fazem menção da nobreza dos Anglo-Saxões como evidência para sua bíblica herança israelita.
Supremacia Branca
O que tem de mais preocupante sobre as teorias Anglo-Israelita e as “Duas Casas” é o elemento racial encontrado em ambos. Ambos focalizam-se principalmente na “raça” anglo-saxônica. Wootten utiliza outros termos raciais tais como: “linhagem israelita”. A preocupação dela é a “dissolução da linhagem”. Ela se refere aos judeus hoje como “judeus biológicos”.
Contudo, o relacionamento entre D-us e Israel não é racial. O povo sócio-histórico de Israel nunca reivindicou prioridade racial como a base para a aliança de relacionamento com D-us. A identidade judaica está baseada, não em deliberações raciais, mas numa memória compartilhada comum e em escolha.
A mesma exegese, as mesmas etimologias elaboradas, as mesmas histórias construídas, o mesmo foco racial branco anglo-saxônico, os mesmos argumentos contra a igreja e os judeus – os paralelos são inconfundíveis e inegáveis. Wootten e Koniuchowsky construíram suas “Duas Casas” na mutável areia da teologia Anglo-Israelita. As preocupações que isto traz para os judeus; sejam messiânicos, rabínicos ou seculares e para os cristãos não-judeus são evidentes.
Elementos Anti-Judaicos na Teologia das “Duas Casas”
Com certeza Wootten e Koniuchowsky não são anti-judeus declarados. Mas suas palavras freqüentemente ecoam e possuem o mesmo efeito daquelas das pessoas que odeiam os judeus. No entanto, apesar do fato de que Koniuchowsky afirmar ser judeu (nós não verificamos isto), e apesar de seus vigorosos protestos, há mesmo um grau muito grande de retórica anti-judaica em seus argumentos e nos argumentos de Wootten. Seguindo o que tem se tornado um típico motivo entre as críticas cristãs aos judeus, Wootten acusa os judeus messiânicos de “sentimentos de superioridade”, por crerem que eles são “Duas Vezes Escolhidos” e por terem um “orgulho racial falso”. A causa dos “judeus cegos”, um padrão de postura da retórica dos cristãos anti-judeus, também se encontra lá. Wootten declara: “Eles não podem ouvir. Eles não podem ver. Até que o Senhor tire o véu...” Ela repreende os judeus, exigindo que eles “têm que aceitar” o ponto de vista dela. Wootten e Koniuchowsky exigem que a visão para o Judaísmo Messiânico hoje seja ajustada. Wootten argumenta que só quando os judeus seguirem o ensinamento dela é que eles serão obedientes a Deus, “pois só então”, ela promete, “vocês serão o que o Pai os chamou para serem...”
Com uma ironia que Koniuchowsky parece estar desapercebido, ele se refere à sua solução para o problema do relacionamento entre cristãos e judeus como “a solução bíblica final”. Nós não necessitamos de uma outra “solução final”. O povo judeu mal sobreviveu da última. Nisto, Wootten e Koniuchowsky, em seus magníficos argumentos para terem resolvido o assunto do orgulho racial, simplesmente trocaram um velho argumento racial com um novo. Para eles, raça e “linhagem” é o fator determinante.
Perigos do Movimento
As palavras de Wootten e Koniuchowsky trazem à tona a mais alta preocupação quanto às imagens que eles constroem para o futuro. Juntamente com seus argumentos em ser o Israel físico, eles esperam um dia dominar 10/12 do território das antigas fronteiras das tribos de Israel. Eles criam um “inimigo” que inclui judeus que agora vivem em regiões uma vez ocupadas pelos antigos grupos tribais, as quais, eles afirmam, agora pertencem aos efraimitas. Para os palestinos, eles esperam erradicação total. Nas páginas dos escritos tanto de Koniuchowsky quanto de Wootten encontram-se uma forte suposição, às vezes declarada implicitamente, outras vezes explicitamente, que a terra pertence a eles (juntamente com o povo judeu, cuja porção, eles argumentam, deveria ser limitada a 2/12 do território de Israel). Para os proponentes das “Duas Casas”, a terra de Israel é “a terra deles”.
Aqui, novamente, “tal pai tal filho”. Tradicionalmente, o pensamento Anglo-Israelita também tem incluído uma expectativa de que a terra seria deles como o Israel físico. Isto nos traz à memória as Cruzadas dos 11º ao 13º séculos que também, baseadas nos argumentos de serem descendentes de Israel, buscaram o seu “legítimo lugar” como habitantes da terra através de conquista e batalha.
Conclusão
A posição da I.M.J.A. é que o movimento efraimita ou “Duas Casas” é um erro pelas seguintes razões:
1) Uma defeituosa, não garantida e perigosa interpretação das Escrituras.
2) Lógica inconsistente e contradições.
3) Teologia racista baseada em argumentos racistas.
4) Teologia que funciona como super-facciosismo.
5) Descrições de Israel historicamente errôneas.
6) Argumentos falsos, perigosos e militantes à terra, que ameaça a estabilidade do atual Estado de Israel.
[Traduzido por Ruth Julieta]
Fonte: http://www.beitmashiach.org/estudos.php
O QUE É A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO?
Por Malcom Hedding
Republicado com permissão, Informativo Ação Cristã por Israel
2o. Trimestre de 1992
A Teologia da Substituição é um enfoque sistemático enganoso da Bíblia, que não apenas tem desviado milhões de cristãos ao longo dos anos, mas tem também originado o mal nas mais terríveis proporções. Essa teologia teve sua participação na perseguição aos Judeus pela Igreja através dos séculos, incluindo o Holocausto, e foi também o pensamento teológico que pairava por trás do pesadelo do apartheid.
A Teologia da Substituição declara que Israel, tendo falhado com Deus, foi substituida pela Igreja. A Igreja é agora a verdadeira Israel de Deus e o destino nacional de Israel está para sempre perdido. A restauração do moderno Estado de Israel é, assim, um acidente, sem nenhuma credencial bíblica. Os cristãos que crêem que tal restauração é um ato de Deus, em fidelidade à Sua aliança estabelecida com Abraão cerca de 4000 anos atrás são considerados enganados. Esta é a posição básica dos adeptos dessa teologia.
Erros de pensamento:
A. O método de interpretação alegórico: a Teologia da Substituição efetivamente mina a autoridade da Palavra de Deus pelo fato de que ela repousa sobre o método alegórico de interpretação. Isto é, o leitor da Palavra de Deus decide espiritualizar o texto mesmo que o seu contexto seja literal. Isto efetivamente rouba a Palavra de Deus de sua própria autoridade e o significado do texto fica inteiramente dependente do leitor. A Palavra de Deus pode assim ser manipulada para dizer qualquer coisa! Assim, a Teologia da Substituição apóia-se na falsa base da interpretação bíblica.
B. Entendimento inadequado da Aliança: a Teologia da Substituição é apenas sustentada por aqueles que não entenderam apropriadamente a natureza da aliança abraâmica. Esta aliança é primeiramente mencionada em Gênesis 12:1-4 e depois disso repetidamente asseverada e confirmada aos patriarcas. Essa aliança é a aliança da graça pois ela inclui a intenção de Deus de redimir o mundo todo. Deus diz a Abraão: "Em ti todas as nações do mundo serão benditas." A Aliança Abraâmica é uma aliança com três elementos vitais:
1. Ela declara a estratégia de alcançar o mundo através da nação de Israel.
2. Ela lega uma terra como uma possessão eterna à Israel.
3. Ela promete abençoar aqueles que abençoarem a Israel, e amaldiçoar aqueles que a amaldiçoarem.
É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de Deus para Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto! Paulo enfatiza este mesmo ponto quando ele escreve: "E digo isto: Uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão." (Gál 3:17-18).
De acordo com os teólogos da substituição, esta aliança foi anulada. Somente uma compreensão inadequada e superficial da aliança pode levar à tal conclusão enganosa.
As promessas à Israel nacional são constantemente reafirmadas pelos profetas. Desta forma, Ele enfatiza a natureza de Seu caráter e confirma a aliança abraâmica. Um exemplo disto é Jeremias 31:35-37: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR."
Assim, novamente, o fato de que o sol, a lua e as estrelas ainda estejam conosco confirma a contínua validade da aliança abraâmica e, como resultado, o destino nacional de Israel. Para que a teologia da substituição seja válida, o sol e a lua devem também ser apagados.
A teologia da substituição zomba do caráter de Deus pois ela repousa sobre a premissa de que se você falhar com Deus de qualquer maneira, Ele irá te descartar... mesmo que inicialmente Ele tenha te asseverado que a Sua aliança com você é eterna. Isto soa como uma resposta tipicamente humana e não como a do Deus da Bíblia.
Que nós sejamos fortemente estimulados
De acordo com o leitor do livro de Hebreus, sabemos que Deus será fiel conosco, porque apesar da desobediência de Israel, Ele manteve fidelidade para com ela. Falando da aliança abraâmica ele diz: "Por isso Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu, aonde Jesus, como precursor, encontrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre. segundo a ordem de Melquisedeque." (Hb 6:17-20).
Note novamente que podemos saber que Deus é fiel pelo fato de Ele ter sido fiel para com Israel em tudo que Ele lhe prometeu. De fato, esta é a âncora de nossa alma.
1. Deus não abandonou a nação ou o povo de Israel.
2. Canaã é a terra de Israel até o dia de hoje.
3. A Igreja não substituiu a Israel, mas a aumentou. Ef 2:11 e Rm 11:17-18.
4. A restauração moderna de Israel é evidência da fidelidade de Deus às Suas promessas e é também um forte encorajamento à Igreja.
5. A restauração de Israel culminará no governo vindouro do Messias. Portanto, a Igreja no mundo é capaz de preparar-se e de abençoar a Israel tanto quanto ela puder.
6. A restauração de Israel à sua terra natal é o primeiro passo em direção à redenção de Israel.
Para terminar, seria bom que notássemos uma citação do Bispo de Liverpool, o Rev. J.D. Ryle: "Eu aviso que, a menos que vocês interpretem a porção profética do Velho Testamento com um significado literal simples de suas palavras, vocês não acharão ser algo fácil manter uma discussão com um judeu. Você se atreverá a dizer a ele que Sião, Jerusalém, Jacó, Judá, Efraim e Israel não significam o que eles parecem significar, mas significam a Igreja de Cristo?"
Rev. Malcom Hedding é diretor da Ação Cristã por Israel, baseada em Cape Town, África do Sul. Ao longo dos anos, ele plantou um número de igrejas em toda a África do Sul. Ele viveu em Jerusalém por três anos e serviu como pastor associado da Assembléia Cristã de Jerusalém e como capelão da Embaixada Cristã Internacional. Ele escreveu quatro livros, o mais conhecido sendo Compreendendo Israel. Malcom e sua esposa Cheryl têm três filhos e residem em Durban, África do Sul, onde ele pastoreia a Assembléia Oliveira.
Fonte: http://www.beitmashiach.org/trosubst.php
Doutrina da Salvação
Adotamos o seguinte como uma declaração de convicções compartilhadas, a qual pretende-se que seja uma introdução para próximas discussões de sotereologia (doutrina da salvação). Ela não substitui ou repõe qualquer parte de nossa declaração doutrinária, que é a declaração de fundamentação da UMJC.
A União das Congregações Judaico-Messiânicas crê que o Único DEUS, o DEUS da criação, o DEUS de Israel, o DEUS de nossos antepassados, sobre Aquele de Quem a nossa tradição fala, revela a Si mesmo sem igual, e decisivamente na vida, morte, ressurreição e retorno de Yeshua o Messias.
Fonte: http://www.beitmashiach.org/savacao.php
A Mulher
Existem 369 capítulos na Bíblia, que falam sobre a mulher. Certamente você poderá acrescentá-los a esta lista.
A mulher no livro "BERESHIT" (Gênesis)
- Criou, pois, D'us o homem à sua imagem; à imagem de D'us o criou; homem e mulher os criou.
Gn. 1.27
- e da costela que o senhor D'us lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
Gn 2.22
- Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
Gn 2.23
- Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.
Gn 2.24
- E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.
Gn 2.25
A mulher no livro "MISHLEI" (Provérbios)
-A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.
Pv. 14:1
-A mulher graciosa alcança honra, como os poderosos adquirem riquezas.
Pv 11:16
- Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher que não tem discrição.
Pv 11:22
- A mulher virtuosa é coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos ossos.
Pv 12:4
- A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.
Pv. 14:1
- Melhor é morar no canto do eirado do que junto com uma mulher rixosa na mesma casa.
Pv. 21:9
- Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.
Pv. 21:19
- O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes; conte-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
Pv. 27:15-16
- Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor ...
Pv. 31:10-31
Certamente você poderá apontar outros textos, que fazem
citações sobre a mulher, na Torá, no Tanach e no Brit Chadashá.
Não se intimide. Que tal procurá-las.
Voltando á Igreja do 1º Século!

Marcelo M. Guimarães
Edição de o Caminho
Pergunto, pois: Acaso rejeitou o ETERNO ao Seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. O ETERNO não rejeitou ao Seu povo que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como ele fala ao ETERNO contra Israel, dizendo: Altíssimo, mataram os Teus profetas, e derribaram os Teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para Mim sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça. Rom 11:1-5
Digite aqui o resto do post
Natal
EM QUE MÊS NASCEU YESHUA ?
O ANÚNCIO:
Lucas 1:26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. 29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. 30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.
CUMPRIMENTO PROFÉTICO:
Isaias 7:14 Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.
LOCAL DE NASCIMENTO:
Lucas 2:1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. 2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, 5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, 7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
CUMPRIMENTO PROFÉTICO:
Miquéias 5:2 E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
CIRCUNSTÄNCIAS DO MOMENTO:
Lucas 2:8 Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. 9 E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. 10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
AVALIAÇÃO DA CIRCUNSTÄNCIA DO MOMENTO:
Em Israel durante o período de Novembro a Fevereiro o clima é frio (inverno), fazendo com que os rebanhos fiquem abrigados nos currais, portanto não estariam nos campos com os pastores, conforme citação acima. O mës de Dezembro está descartado.
INFORMAÇÕES BIBLICAS SOBRE O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA:
Lucas 1:5 Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. 8 Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, 9 segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso; 10 e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando. 11 E eis que lhe apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso. 12 Vendo-o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor. 13 Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João.
TURNO DE ABIAS:
1º Crönicas 24:1 Quanto aos filhos de Arão, foram eles divididos por seus turnos. 10 ...a sétima, a Hacoz; a oitava, a Abias...
Todos os relatos constantes na Biblia estão em função do calendário hebraico, e não gregoriano.
TURNO DE ABIAS, NO CALENDARIO GREGORIANO:
Nissan 2ª quinzena de Março 1º Turno
Iyar 2ª quinzena de Março 1º Turno
Nissan 2ª quinzena de Março 1º Turno
Iyar 1ª quinzena de Abril 2º Turno
Iyar 2ª quinzena de Abril 3º Turno
Sivan 1ª quinzena de Maio 4º Turno
Tamuz 1ª quinzena de Junho 6º Turno
Tamuz 2ª quinzena de Junho 7º Turno
Av 1ª quinzena de Julho 8º Turno
O QUE ACONTECEU:
Zacarias, terminando o seu turno e tendo recebido a promessa de que seria pai, retornou a sua casa e Isabel engravidou. Como era o mës de Julho, o seu filho João nasceu em Abril!!!
A INFORMAÇÃO DADA A MARIA, MÃE DE YESHUA:
Lucas 1:34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? 35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. 36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril.
CONCLUSÃO:
O sexto mës de gravidës para Isabel, corresponde no calendário gregoriano a Janeiro logo, sendo este o mës em que Maria engravidou, o nascimento de Jesus aconteceu em Outubro.
Fonte: http://torahweb.forumbrasil.net/Natal-h5.htm
Lar eterno dos fiéis, na terra
1) D'us não deu o Céu aos homens: “Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu -a ele aos filhos dos homens.” (Salmo 115:16)
2) O Céu é o trono de D'us: “O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?” (Atos 7:49)
3) Aqui habitarão os que esperam no Senhor: “Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.” (Salmo 37:9)
4) Justos herdarão a Terra: “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.” (Sl 37:29)
5) Yeshua (Jesus) e Davi disseram que os mansos herdarão a Terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” (Mateus 5:5) “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.” (Salmo 37:11).
6) Os remidos pelo Mashiach aqui reinarão: “E para o nosso D-us os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5:10.
7) Na terra habitam os eleitos do Senhor: “...e os meus eleitos herdarão a terra e os meus servos habitarão nela.” (Isaías 65:9).
8) Os justos e sinceros não serão removidos daqui: “Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados.” (Provérbios 2:21, 22) “Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.” (Salmo 37:9)
9) A Terra é o limite do homem: “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.” (At17:26).
10) O homem é da Terra: “Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.” (Salmo 10:18).
11) Yeshua (Jesus) disse que ninguém poderia seguí-Lo para o Céu:
a) Nem os judeus incrédulos: “Disse-lhes Yeshua (Jesus): Ainda por um pouco de tempo estou convosco e depois irei para junto daquele que me enviou. Haveis de procurar-me e não me achareis; também aonde eu estou, vós não podeis ir.” (João 7:33, 34).
“De outra feita, lhes falou, dizendo: Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir. Então, diziam os judeus: Terá ele, acaso, a intenção de suicidar-se? Porque diz: Para onde eu vou vós não podeis ir. E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.” (João 8:21-23).
b) Nem Seus próprios discípulos: “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscar-me-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir.” (João 13:33).
12) Yeshua (Jesus) ensinou que o Reino vem: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:9).
13) Yeshua (Jesus) nos prometeu lugar no trono dEle: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” (Apocalipse 3:21).
Nota: Hoje Yeshua (Jesus) está no trono do Pai e não no dEle, que ocupará quando vier.
14) O Reino de Yeshua (Jesus) será aqui na Terra: “Mandará o Filho do Homem os seus anjos, e eles colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes.” (Mateus 13:41, 42).
Nota: Onde estão os causadores de escândalos e o que cometem iniqüidade atualmente? Eles estão poluindo o Reino, pois são joio. Eles serão removidos do Reino de Yeshua (Jesus), a Terra!
15) O Trono de Davi, em Jerusalém, será de Yeshua (Jesus): “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Yeshua (Jesus). Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor D-us lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.” (Lucas 1:31-33).
“Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que D-us lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono.” (Atos 2:29, 30).
16) Yeshua (Jesus) vai ocupar este trono quando voltar: “E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória.” (Mateus 25:31).
17) Os ímpios é que serão tirados daqui: “Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados.” (Provérbios 2:22)
“Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século.” (Mt 13:40).
“Mandará o Filho do Homem os seus anjos, e eles colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniqüidade. (Mt 13:41).
18) Se aqui será o Reino, aqui está o trono de Yeshua (Jesus): “E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído.” (Daniel 7:14).
19) O Reino é debaixo dos Céus; portanto, na Terra: “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão.” (Daniel 7:27)
20) Somos trigo ou filhos do reino e aqui ficaremos: “O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno." (Mateus 13:38).
“Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai -o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei -o no meu celeiro.”(Mateus 13:30).
21) O ímpio é joio e ele é que sairá daqui: “Mateus 15:13 “Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.” (Mateus 15:13)
22) Yeshua (Jesus) vem para ficar aqui: “Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou... mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra.
Mas, nos dias desses reis, o D-us do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre.” (Daniel 2:34, 35, 44)
A Pedra volta para o Céu? Não. Antes se torna um grande monte (reino) e enche toda a Terra. É o Reino Milenar Messiânico! Este reino não passa mais aos homens, mas somente ao Pai (1 Co 15:24-28).
23) As moradas de João 14 vem para cá: “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de D-us descia do céu...E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de D-us com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo D-us estará com eles e será o seu D-us.” (Apocalipse 21:2, 3)
Ninguém vai ao Céu para morar na Nova Jerusalém, a noiva do cordeiro. Ela descerá depois do Milênio para ser a habitação de D-us com os homens.
Apocalipse capítulo 20
Fonte: http://torahweb.forumbrasil.net/Lar-eterno-dos-fiis-h39.htm
OS APÓSTOLOS
No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influenciar a igreja muito depois de haverem morrido.
Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade. "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo" (Lc 6.12-13).
A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse:"Tu, Carfanaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno" (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus.
Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze.Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjeturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.
Os doze apóstolos foram:
1) André;
2) Bartolomeu (Natanael);
3) Tiago (Filho de Alfeu);
4) Tiago (Filho de Zebedeu);
5) João;
6) Judas (não o iscariotes);
7) Judas Iscariotes;
8) Mateus;
9) Filipe;
10) Simão Pedro;
11) Simão Zelote;
12) Tomé;
13) Matias (Substituindo a Judas)
Resumo sobre a vida dos Apóstolos:
1) André
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o ES descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.
2) Bartolomeu (Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.
Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.
3) Tiago - Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.
4) Tiago - Filho de Zebedeu
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes" (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava" (At 12.24).
As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.
5) João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.
Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento
6) Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).
Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.
7) Judas Iscariotes
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão."
Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo 13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)
8) Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.
O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).
Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.
Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.
Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.
9) Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.
10) Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.
Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefaspalavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42)
Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: "...eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo..."
Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).
O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.
Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.
A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.
Pedro, primeiro papa? Clique Aqui.
11) Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah, que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).
Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.
12) Tomé
O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.
Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.
Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".
13) Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.
O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.
Fonte: O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida